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Em Angola, Dilma volta a defender reforma em órgãos multilaterais PDF Imprimir E-mail
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Jueves, 20 de Octubre de 2011 09:33

Yara Aquino. Repórter da Agência Brasil. Brasília - No último dia da viagem à África hoje (20), a presidenta Dilma Rousseff disse que a concentração de poder dos países desenvolvidos nos órgãos multilaterais está ultrapassada, neste momento em que o cenário internacional atravessa uma fase de transformação.

“[Isso] representa uma ordem internacional que não mais existe. Ela não reflete a realidade e força emergente dos países em desenvolvimento, não reflete continentes inteiros como é o caso da América Latina e da África”, ressaltou ao discursar na Assembleia Nacional de Angola. O Brasil vem trabalhando pela reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Na avaliação de Dilma, Brasil e Angola mantêm o crescimento, apesar da crise econômica mundial, por terem adotado políticas equilibradas e privilegiado ações sociais de combate à pobreza e políticas de desenvolvimento, enquanto parte do mundo desenvolvido “continua a trilhar o caminho da insensatez”.

“Nossos países fugiram do receituário conservador que também conhecemos na América Latina por mais de 20 anos. Esse momento exige políticas macroeconômicas sadias e socialmente inclusivas para proteger nossas nações do contágio e do desemprego”.

A presidenta afirmou que o aprofundamento das relações com o continente africano permanecerá como uma das prioridades da política externa brasileira durante sua gestão. Nos oito anos do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a aproximação com a África se intensificou com aumento do comércio com o continente.

Na sessão solene da Assembleia Nacional, que fica em Luanda, capital angolana, Dilma destacou como positiva a participação das mulheres angolanas no Parlamento, onde representam 39% da Casa, e também no Executivo. Ela falou sobre a forte cooperação entre os dois países e lembrou que, desde o ano 2000, centenas de estudantes angolanos forma admitidos em cursos de graduação e pós-graduação no Brasil.

Companhias brasileiras estão estabelecidas em Angola, e Dilma disse que elas devem seguir princípios como privilegiar parcerias com empresas angolanas e contratar trabalhadores e dirigentes do país. “Porque é isso que gostamos que façam no nosso país”, explicou.

Os angolanos são atualmente os principais beneficiários das linhas de crédito do Fundo de Garantia de Exportações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De 2002 a 2008, o comércio bilateral cresceu mais de 20 vezes, atingindo US$ 4,21 bilhões. Em 2010, chegou a US$ 1,441 bilhão. Os maiores investimentos brasileiros em Angola se concentram nas áreas de construção civil, energia e exploração mineral.

Em Angola, Dilma ainda participou de uma homenagem ao monumento a Agostinho Neto (1975-1979) – primeiro presidente de Angola – e se reuniu com o presidente do país, José Eduardo Santos.

A presidenta encerra hoje visita a três países africanos: África do Sul, Moçambique e Angola. A previsão é que ela chegue a Brasília por volta das 21h.
 

 
Grécia duplicará o imposto de renda em 2012 PDF Imprimir E-mail
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Viernes, 14 de Octubre de 2011 02:15

Atenas, 14 out (Prensa Latina) O Parlamento grego debate hoje a introdução do denominado "imposto de solidariedade" que se elevará de um para quatro por cento dos rendimentos brutos dos cidadãos a partir do próximo 1ro. de janeiro.

  A medida, aplicável a todos aqueles trabalhadores que superem os 12 mil euros de rendimentos anuais, inclui um desconto mensal na folha de pagamento pelas próprias empresas, segundo anunciou o ministro de Economia Evangelos Venizelos.

No entanto, os opostos à decisão advertiram que a taxa duplicaria o ônus fiscal sobre os cidadãos já que uma quantidade similar, correspondente ao imposto de renda de 2011, terá que ser paga igualmente em meados do ano entrante.

Ainda que durante sua intervenção parlamentar Venizelos tentou relativizar o impacto do imposto ao sugerir que só significa um ajuste "técnico", teve que admitir que a medida aumentará ainda mais as tensões econômicas nos lares.

O ministro apresentou a proposta como uma mostra para os sócios comunitários e os credores de que o governo grego está comprometido em levar a cabo as reformas que sejam necessárias para diminuir o déficit e aumentar os rendimentos do Estado.

Venizelos também anunciou que seu ministério dará a conhecer na próxima semana uma listagem com os principais devedores da fazenda pública, bem como a iniciativa negociadora com o governo suíço de cobrar impostos aos capitais gregos ingressados em contas bancárias do país alpino.

O "imposto de solidariedade" promete ser tão impopular como já o é a nova taxa sobre a propriedade que grava, com uns 4 euros por metro quadrado, a totalidade dos lares independente dos rendimentos dos donos e se desconta através da fatura da eletricidade, para poder cortar em caso de não pagamento da mesma.
 

 
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